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06.03.2026

Delaroli reforça autonomia política e decide não indicar vice-prefeito de Itaboraí para a Secretaria Estadual de Governo

Em um cenário político de intensa movimentação dentro das estruturas de poder do Estado do Rio de Janeiro, o deputado estadual Guilherme Delaroli, que atualmente exerce a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), tomou uma decisão que surpreendeu parte da base aliada e observadores políticos: ele optou por não indicar o vice-prefeito de Itaboraí, Elber Corrêa, para a chefia da Secretaria Estadual de Governo.

A discussão vinha ganhando força nos bastidores políticos ao longo das últimas semanas, impulsionada por articulações internas e pressões de parlamentares favoráveis à inclusão de nomes aliados ao novo secretariado estadual. Entre as especulações, o nome de Elber Corrêa – que acumula o cargo de vice-prefeito de Itaboraí com o posto de chefe de gabinete da presidência da Alerj – surgiu como possível candidato à pasta estratégica.

Uma decisão que foge à lógica das indicações políticas tradicionais

O que chamou atenção na decisão de Delaroli foi justamente o fato de ele se distanciar de uma prática comum no jogo político, que é a troca de apoio por posições de comando em secretarias. Em diversas ocasiões na política estadual e nacional, lideranças optam por fortalecer alianças oferecendo cargos de primeira linha a aliados, sobretudo em pastas que exercem influência direta sobre a articulação política do governo. No entanto, Delaroli escolheu não pressionar por essa indicação, reforçando a separação entre suas funções na Alerj e a definição da equipe do Executivo estadual.

A Secretaria Estadual de Governo é uma das pastas centrais na estrutura do Executivo, com papel fundamental na interlocução política entre o Palácio Guanabara — sede do governo estadual — e o Legislativo, além de ser estratégica para coordenar a articulação com parlamentares e fortalecer a governabilidade. Por isso, a indicação de seu titular costuma gerar intensa disputa interna entre grupos políticos e lideranças com influência dentro do partido ou da base aliada.

O pano de fundo em Itaboraí e no contexto político estadual

A cidade de Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, viu sua projeção política crescer nos últimos anos com a ascensão de nomes como Marcelo Delaroli, que foi reeleito para seu segundo mandato como prefeito com ampla vantagem nas urnas, obtendo mais de 90% dos votos válidos nas últimas eleições municipais.

Além disso, a gestão municipal em Itaboraí tem buscado ampliar sua presença política em instâncias estaduais, o que acaba naturalmente envolvendo figuras como o vice-prefeito Elber Corrêa e o deputado estadual Guilherme Delaroli. A participação de membros da administração municipal em eventos e programas estaduais comprova esse movimento de articulação, embora nem sempre se traduza em indicações formais para cargos no Executivo estadual.

Pressões internas e postura de Delaroli

Segundo fontes próximas à Alerj, existiam movimentos de diversos parlamentares que desejavam a nomeação de Corrêa para a Secretaria Estadual de Governo, especialmente porque o cargo tem grande protagonismo na pauta política. No entanto, Delaroli preferiu manter sua posição de não interferir diretamente na composição do secretariado estadual, evitando assumir protagonismo em uma disputa que poderia gerar desconforto político para sua liderança e para a relação entre os poderes estadual e municipal.

Esse tipo de postura, por vezes, é interpretado como uma tentativa de Delaroli de projetar uma imagem de independência política, abrindo espaço para negociações futuras sem parecer obrigado a retribuir favores políticos imediatos. Para muitos analistas, essa decisão pode fortalecer a percepção de que sua liderança não está comprometida com trocas tradicionalmente vistas como penduricalhos políticos, mas sim com negociações mais amplas e estratégicas.

O impacto político e os próximos passos

Ainda não está claro quais serão os nomes que serão considerados para a Secretaria Estadual de Governo, mas a decisão de Delaroli certamente influenciou o ambiente político dentro da Alerj e nas relações com o Palácio Guanabara. A ausência de uma indicação direta pode sinalizar uma nova dinâmica de articulação política, em que os líderes preferem negociar projetos e apoio legislativo isoladamente, sem vínculos automáticos com cargos executivos.

Enquanto isso, Itaboraí continua sendo um ponto de atenção no tabuleiro político estadual, com seus líderes municipais e estaduais mantendo atuações destacadas. O desdobramento dessa decisão pode impactar como alianças e apoios serão construídos ao longo de 2026 e nas eleições subsequentes.

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